Amor e trabalho, serão palavras que
caminham lado a lado? Ou residem em universos opostos? É verdade que
passamos grande parte da nossa vida a trabalhar. Por isso, é tão
importante nos sentirmos realizados e motivados com o que fazemos.
Diversos estudos apontam que os
principais motivos que levam as pessoas a permanecerem numa empresa
são: a existência de desafios no trabalho, as oportunidades de
crescimento, um bom ambiente de trabalho, uma chefia cooperante e uma
remuneração compatível.
Mas, há sempre uma questão que se
coloca: Gosta do que faz? Esta dúvida pode não parecer muito
pertinente. Trabalha-se porque se precisa, e pronto. Neste artigo, explicamos-lhe porque é que isso não é assim tão linear.
Quem gosta do que faz, e aprende o
segredo da auto motivação, consegue ter uma rotina com mais
energia, criatividade e dedicação. Há quem diga que não é
possível gostar de trabalhar, ou que o trabalho dos nossos sonhos
não existe, e que face ao estado da economia, não é possível
escolher o que se quer fazer na vida profissional.
Já parou para pensar no que o(a) motiva
para acordar todas as manhãs e ir trabalhar? Já ponderou a hipótese
de ter a motivação errada? Trabalhar deve ser mais do que acordar
“porque tem de ser” para receber um ordenado ao fim do mês e pagar as contas. É possível trabalhar e ainda assim ser feliz com o
que se faz.
O que propomos é que reflita numa
simples questão: Além da recompensa monetária que recebe pelo seu
trabalho, o que é que o seu trabalho lhe proporciona? Se a sua
resposta foi “Nada!”, então está na altura de pensar em alinhar
as suas motivações e mudar de emprego, se for preciso. Se, por
outro lado, o seu trabalho lhe traz alguma realização profissional,
sentimento de pertença e satisfação, então está no caminho
certo.
Pense naquilo que gostaria de recolher
da sua vida profissional, à parte da remuneração. O que gostaria de
sentir? Em que projetos gostaria de participar? O que o(a) deixaria
feliz e realizado(a)? É por aí que deve alinhar a sua busca. É na
motivação que se deve focar, e não no sentimento de obrigação e
sacrifício.
O universo devolve-nos a energia que
emanamos (bem sei que já disse isto 300 vezes). Mantenha o foco
naquilo que deseja para si. Faça a sua parte. É a si que lhe está
atribuída a responsabilidade de lutar pelo seu sustento. Mas esteja
recetivo para receber as oportunidades que o universo lhe
proporciona. Mantenha-se alinhado com o seu propósito (aquele que
desejou no parágrafo anterior, lembra-se?). E esteja atento. Quando
colocar em prática a arte do desejar, há sinais subtis que se
manifestam, com o simples propósito de lhe ensinar o caminho para
onde se quer dirigir.
Mas o seu trabalho não acaba por aqui!
Há que estar preparado(a) e querer mesmo integrar a mudança na sua
vida. Tome uma decisão, sem medos. Tenha medo é de não tomar uma
decisão, de todo, pois isso é presságio de que nada vai mudar, com
toda a certeza. Pode procurar um novo trabalho, ou em alternativa
tentar encontrar uma atividade que o(a) agrade e fazer uma transição
mais suave.
Só não desista de si e dos seus
objetivos. A mudança gera crescimento. E muitas vezes (na maioria
delas, até), a mudança deve vir de dentro para fora. E,
provavelmente, tudo muda quando mudar de perspetiva.😉
Muita luz,
Filomena Silva

