terça-feira, 30 de outubro de 2018

Eu adoro o meu trabalho...


    Amor e trabalho, serão palavras que caminham lado a lado? Ou residem em universos opostos? É verdade que passamos grande parte da nossa vida a trabalhar. Por isso, é tão importante nos sentirmos realizados e motivados com o que fazemos.

    Diversos estudos apontam que os principais motivos que levam as pessoas a permanecerem numa empresa são: a existência de desafios no trabalho, as oportunidades de crescimento, um bom ambiente de trabalho, uma chefia cooperante e uma remuneração compatível.

    Mas, há sempre uma questão que se coloca: Gosta do que faz? Esta dúvida pode não parecer muito pertinente. Trabalha-se porque se precisa, e pronto. Neste artigo, explicamos-lhe porque é que isso não é assim tão linear.

    Quem gosta do que faz, e aprende o segredo da auto motivação, consegue ter uma rotina com mais energia, criatividade e dedicação. Há quem diga que não é possível gostar de trabalhar, ou que o trabalho dos nossos sonhos não existe, e que face ao estado da economia, não é possível escolher o que se quer fazer na vida profissional.

    Já parou para pensar no que o(a) motiva para acordar todas as manhãs e ir trabalhar? Já ponderou a hipótese de ter a motivação errada? Trabalhar deve ser mais do que acordar “porque tem de ser” para receber um ordenado ao fim do mês e pagar as contas. É possível trabalhar e ainda assim ser feliz com o que se faz.

    O que propomos é que reflita numa simples questão: Além da recompensa monetária que recebe pelo seu trabalho, o que é que o seu trabalho lhe proporciona? Se a sua resposta foi “Nada!”, então está na altura de pensar em alinhar as suas motivações e mudar de emprego, se for preciso. Se, por outro lado, o seu trabalho lhe traz alguma realização profissional, sentimento de pertença e satisfação, então está no caminho certo.

    Pense naquilo que gostaria de recolher da sua vida profissional, à parte da remuneração. O que gostaria de sentir? Em que projetos gostaria de participar? O que o(a) deixaria feliz e realizado(a)? É por aí que deve alinhar a sua busca. É na motivação que se deve focar, e não no sentimento de obrigação e sacrifício.

    O universo devolve-nos a energia que emanamos (bem sei que já disse isto 300 vezes). Mantenha o foco naquilo que deseja para si. Faça a sua parte. É a si que lhe está atribuída a responsabilidade de lutar pelo seu sustento. Mas esteja recetivo para receber as oportunidades que o universo lhe proporciona. Mantenha-se alinhado com o seu propósito (aquele que desejou no parágrafo anterior, lembra-se?). E esteja atento. Quando colocar em prática a arte do desejar, há sinais subtis que se manifestam, com o simples propósito de lhe ensinar o caminho para onde se quer dirigir.

    Mas o seu trabalho não acaba por aqui! Há que estar preparado(a) e querer mesmo integrar a mudança na sua vida. Tome uma decisão, sem medos. Tenha medo é de não tomar uma decisão, de todo, pois isso é presságio de que nada vai mudar, com toda a certeza. Pode procurar um novo trabalho, ou em alternativa tentar encontrar uma atividade que o(a) agrade e fazer uma transição mais suave.

    Só não desista de si e dos seus objetivos. A mudança gera crescimento. E muitas vezes (na maioria delas, até), a mudança deve vir de dentro para fora. E, provavelmente, tudo muda quando mudar de perspetiva.😉

Muita luz,
Filomena Silva




domingo, 7 de outubro de 2018

É preciso deixar ir...


    E se eu lhe dissesse que uma das lições mais difíceis que pode ter que aprender na vida, é a lição do desapego? Há quem resista a deixar ir o que dói. Mas o tempo e a experiência fizeram-me entender que deixar ir não é desistir, não é um ato de fraqueza, mas sim de força e crescimento: há coisas que simplesmente não estão destinadas a ser, muitas vezes, porque o universo tem algo melhor reservado para si.

    Então mude a perspetiva. Veja com o coração. Deixar ir, na realidade, faz parte da roda da vida, aquela na qual cada passo que dá adiante serve para deixar para trás o que não pode mais ocupar o seu presente, o que o(a) magoa ou o que acaba por impedir que alcance a sua felicidade.

    Deixar-se contagiar pela nostalgia é enriquecedor e inspirador, mas reviver de forma perpétua o que já deixou ir e está no passado, longe de permitir o crescimento, na verdade impede o caminho, como pedras que uma vez ou outra lhe causam dor e sofrimento.

    O que antes foi bom de repente pode deixar de lhe fazer bem, pode passar a trazer sofrimento, e até quem disse gostar de si pode deixá-lo ir, a cada dia um pouco mais, como quem vai cada dia arrancando uma pétala da flor até deixá-la apenas com os seus espinhos.

    Liberte-se, avance e assuma a aprendizagem do que vivenciou, como quem conserva um tesouro precioso: enriqueça por dentro e transmute para fora. Recolha os ensinamentos e siga o caminho mais indicado, aquele por onde surgem as oportunidades de equilíbrio.

    Uma boa autoestima e uma atitude forte que defenda a sua própria dignidade será sempre o que o(a) guiará para longe de situações padronizadas de baixa vibração. Amadurecer é deixar ir quem não quer ficar. Amadurecer é deixar ir quem não o(a) valoriza. Deixar ir é deixar vir... é estar apto(a) para receber o que o universo tem de melhor para si.

    Ninguém nasce sabendo de tudo, nem trazendo consigo um manual para as decisões perfeitas, aquelas que nunca acarretarão erros. Viver é tentar, iniciar, arriscar e também enganar-se, sobre pessoas e situações, e é aí que deve considerar os seguintes passos:

  • Não fique zangado(a): não encha o seu coração de raiva nem a sua mente com rancor. Deixar ir é uma arte, e deve ser feito de forma pacífica e em paz. Só então se permitirá ser livre, descobrindo que dia após dia a dor é cada vez menor;
  • Aprenda a aceitar: aceite que toda a experiência vale a pena porque lhe transmite ensinamentos valiosos sobre os outros e sobre si mesmo(a). Recorde esses ensinamentos, porque quem nega e esquece não cura e não aprende;
  • Acredite que algum dia tudo fará sentido: o amanhã trará coisas, situações e pessoas muito melhores porque, lembre-se sempre, que tudo acontece por alguma razão.

    Deixar ir é crescimento...

    E se não souber por onde ir, pergunte ao seu coração. É através dele que se faz o caminho e se tomam as melhores decisões.

Muita luz,
Filomena Silva
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